CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E DOS EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS

NOTÍCIA

Instituições de fomento apresentam medidas de auxílio a empreendedores do Nordeste

Instituições de fomento da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) estão
tomando medidas especiais para auxiliar empresas de diferentes segmentos que podem
ser afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Em todo o país, o aporte de recursos do
Sistema Nacional de Fomento (SNF), até o momento, supera R$ 168,8 bilhões.
As medidas são tomadas por entidades que atendem demandas locais e que
implementam ações de estímulo à economia brasileira, especialmente no apoio à Micro e
Pequenas Empresas (MPEs).
Na Região Nordeste do Brasil, instituições como Agência de Fomento de Alagoas
(Desenvolve), Agência de Fomento do Rio Grande do Norte S.A. (AGN), Agência de
Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), Agência de Fomento do Estado da Bahia
(Desenbahia), Piauí Fomento e Banco do Nordeste (BNB) buscam apoiar os
empreendedores, para que a situação não inviabilize os negócios, buscando minimizar o
impacto econômico e social.
“Estamos diante de um cenário inesperado e adverso, mas as instituições do SNF têm o
conhecimento necessário para apoiar a economia brasileira para atravessar este
momento. As Instituições de Financeiras de Desenvolvimento conhecem as vocações
locais e pensam soluções customizadas para a realidade de cada estado”, explica o
presidente da ABDE, Perpétuo Cajazeiras.

Confira as principais ações das instituições da Região Nordeste:

AGN – Ampliação da carência do início do pagamento para 90 dias aos clientes de novos
financiamentos feitos até 30 de abril, e, a depender da natureza do empreendimento,
área em que atua, se possui formalização ou não, o empreendedor potiguar poderá
contratar financiamentos para seu negócio com valores que podem chegar até R$ 10 mil.

AGE – Renegociação do programa Crédito Popular. Empreendedores pernambucanos
que estão com as parcelas em dia terão o prazo de pagamento ampliado
automaticamente em 90 dias. As taxas de juros praticadas também permanecerão as
mesmas, de 1,49% ao mês, mais baixas do que as praticadas pelo mercado bancário até
então.

Desenvolve – Criação de linha de crédito de capital de giro, no valor de R$ 15
milhões com foco na sustentabilidade financeira das empresas de Alagoas, para despesas
de aluguel, folha e encargos. O capital de giro será de seis meses, com o pagamento da
carência trimestral, além de 24 meses para quitar o débito.

Desenbahia – Desenvolvimento de linha própria para capital de giro, com taxa a partir de
5% ao ano + CDI, com prazo de até 60 meses e carência de até um ano.
Piauí Fomento – Renegociação de parcelas vencidas com carência de até seis meses,
mediante solicitação dos devedores e dentro da capacidade de pagamento de cada
empreendimento. Deve conceder novos financiamentos de capital de giro com recursos
próprios da agência, que poderão ser realizadas com carência de até seis meses e prazo
de 24 meses. Concessão de crédito para empresas que trabalham na produção de
máscaras, luvas, álcool em gel, e capital de giro para restaurantes, pousadas, hotéis,
bares, pubs e agências de viagem.

BNB – Possibilidade de prorrogação de empréstimos e financiamentos por até seis
meses, contratados por empreendimentos impactados economicamente pela pandemia
do novo coronavírus. Para empresas que necessitam de novos recursos, o BNB oferece
crédito para capital de giro, com recursos internos, com até seis meses de carência para o
início do pagamento das novas operações. Para o crédito pessoal, a carência será de 60
dias.

As instituições da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), de abrangência nacional, contruíram as seguintes ações:

BNDES – Aporte de R$ 55 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões em transferência de recursos do Fundo PIS-PASEP para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); suspensão temporária de pagamentos de parcelas de financiamentos diretos para empresas no valor de R$ 19 bilhões; suspensão temporária de pagamentos de parcelas de financiamentos indiretos para empresas no valor de R$ 11 bilhões; ampliação do crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), por meio dos bancos parceiros, no valor de R$ 5 bilhões. Lançamento do programa “BNDES Apoio Emergencial ao Combate da Pandemia do Coronavírus”, com foco na área da saúde, e a operacionalização de R$ 40 bilhões em recursos para financiar a folha de pagamento das empresas e evitar demissões.

BB – Disposição de R$ 100 bilhões para empréstimos a pessoas físicas, empresas e o agronegócio. Também serão oferecidos recursos para compra de suprimentos e outros investimentos na área de saúde, eficiência energética, infraestrutura e viária, educação e saneamento para prefeituras municipais e governos estaduais.

Bancoob, Sicredi e Cresol – Em conjunto com a Associação Garantidora de Crédito, os três maiores sistemas cooperativos do Brasil disponibilizarão recursos financeiros para capital de giro com carência de até 90 dias e pagamento em até 24 meses, visando a manutenção de postos de emprego e atividades produtivas das micro e pequenas empresas.

Sebrae – Criação de grupo de trabalho e atuação junto às instituições setoriais e no atendimento direto aos empresários, bem como a articulação de políticas públicas de proteção às empresas a fim de possibilitar mais rapidamente a retomada da agenda de desenvolvimento da economia. Em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), liberou R$ 2 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para auxiliar o país a enfrentar o avanço do coronavírus. O aporte será somado a outros R$ 4 milhões já liberados pela Embrapii e a contrapartidas das empresas, com expectativa de chegar a R$ 10 milhões em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Sobre a ABDE – Criada em 1969, a Associação Brasileira de Desenvolvimento reúne as Instituições Financeiras de Desenvolvimento (IFDs) espalhadas por todo o país – entre bancos públicos federais, bancos de desenvolvimento controlados por estados da federação, bancos cooperativos, bancos públicos comerciais estaduais com carteira de desenvolvimento e agências de fomento –, além da Finep e do Sebrae. Juntas, essas instituições compõem o Sistema Nacional de Fomento (SNF). 

Com informações da ABDE.

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